A missão do Evangelho é nos INCOMODAR para que nos DESACOMODEMOS e o anunciemos ao mundo. (Antonio Luiz Macêdo).

sábado, 31 de março de 2018

O silêncio do sábado e a mansão dos mortos



Ao dar o último suspiro com as palavras "Tudo está consumado. Pai, em tuas mãos, entrego o meu Espírito", Jesus desceu à Mansão dos Mortos para levar a Boa Nova do Reino dos Céus àqueles que esperaram por milênios este momento tão aguardado.

Os primeiros a serem procurados foram Adão e Eva. Jesus os encontrou e os perdoou. Estavam esperando a Salvação. Os que creram nas palavras de Jesus, todos ressuscitariam com Ele no dia seguinte; os que não creram, escolheram a própria condenação.

Silêncio na terra com a expectativa da Vigília Pascal. Na Mansão dos Mortos ou Infernos (denominação antiga), somente alegria, louvores, glórias, orações, cantos. A espera valera a pena. Estva no no “kairós” de Deus. Em pouco tempo estariam gozando das "delícias que o Senhor havia preparado desde o início dos tempos".

Paz e Luz
Antonio Luiz Macêdo

Leia as nossas obras:

Acesse também:

sexta-feira, 30 de março de 2018

O Crucificado



No capítulo segundo da carta de São Paulo aos Filipenses, e versículo 8, encontramos que “Jesus tornou-se obediente até a morte, e morte de cruz”. Ou seja: Ele foi morto pregado na cruz, crucificado.

A imaginação de pintores, escultores, artistas plásticos, compuseram três modelos do Crucificado.

No primeiro deles, Jesus está de braços abertos, mas sem a cruz. O Crucificado sem a cruz é utopia.
No segundo, a cruz está vazia. A cruz sem o Crucificado, é alegoria.

No terceiro, o Crucificado está na cruz. Aí é Salvação.
Há os que optam pelo primeiro modelo. Estes têm medo e por isso, fogem da cruz. Outros escolhem o segundo. Na concepção deles uma cruz mais leve. Enquanto poucos abraçam o terceiro modelo. E é dali que germina a verdadeira vida.
Qual a sua escolha? O tempo é hoje, o momento é agora.

Paz e Luz
Antonio Luiz Macêdo

Leia as nossas obras:

Acesse também:

quinta-feira, 29 de março de 2018

A instituição do Sacramento do Amor


Certa vez Jesus dissera aos seus discípulos: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mateus 28,20). Para que eles entendessem estas palavras e os gestos decorrentes delas, Ele proferiu o discurso sobre o Pão da Vida na sinagoga de Cafarnaum e realizou por duas vezes a multiplicação dos pães, a fim de que eles pudessem compreender o que faria nesta noite da quinta-feira santa.

Celebrando a Páscoa com os 12, “Jesus tomou o pão, deu graças e o deu aos seus discípulos dizendo: Isto é o meu corpo que será entregue por vós. Do mesmo modo, no fim da ceia,, tomando o cálice disse: Este é o cálice do meu sangue, da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por muitos para a remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim”.

Somente desta maneira Jesus poderia permanecer conososco todos os dis, no seu maior gesto de humildade: coisificando-se para estar no meio de nós.

No momento de traição, de dor, de uma ânsia profunda que o invadia, Ele se deixa ficar no pão e no vinho, tornando-se o nosso alimento de vida eterna.

Bendita noite de quinta-feira santa quando o Céu se fez mais presente no meio de nós.

Paz e Luz
Antonio Luiz Macêdo

Leia as nossas obras:

Acesse também:

quarta-feira, 28 de março de 2018

30 moedas de prata: o preço de um remorso



É quarta-feira pela manhã. Negocia a entrega e vende Jesus por trinta moedas de prata. Satanás arquitetara o plano de maneira sem igual. Escolhera o homem certo para a missão certa. Sendo da confiança de Jesus, seria da confiança dele também.

Voltou para junto da Comunidade Apostólica como se nada tivesse acontecido. Ao cair da tarde, Jesus reuniu-se em torno da mesa com os doze discípulos. Enquanto celebravam a Páscoa, o Senhor declarou que Judas o haveria de trai-Lo.

Tudo estava preparado. Judas não tinha mais como retroceder. Era uma questão de tempo. A hora se aproximava. Seu coração agitava-se. Sua mente, inquieta e confusa. Satanás o havia seduzido e ele se deixara seduzir. Era o começo do fim.

Paz e Luz
Antonio Luiz Macêdo

Leia as nossas obras:
Acesse também:

terça-feira, 27 de março de 2018

O homem de confiança que se torna traidor



Judas era o único conterrâneo de Jesus. Galileu e muito amigo do seu Mestre, tanto é que recebeu o encargo de cuidar das finanças da Comunidade Apostólica. Após três anos de convivência, algo foi mudando no coração daquele homem. Inveja? Cobiça? Avidez ao dinheiro? Não sei. De repente passa pela sua cabeça trair o seu maior amigo e Senhor.

Algo estranho impulsionava-o a agir de uma maneira sórdida e malévola. Por trás da sua psiquê conturbada, satanás realizava aos poucos o seu projeto demolidor. Naquela noite de terça-feira, creio que não conseguiu dormir. Seus pensamentos voavam de um lado para outro da sua mente determinada em executar seu plano. Como faria? De que maneira seria melhor?

A note passou vagarosamente e com ela os seus tormentos. Enfim toma uma atitude: caminha decididamente até o Sinédrio. É chegada a hora.

Paz e Luz
Antonio Luiz Macêdo

Leia as nossas obras:

Acesse também:

segunda-feira, 26 de março de 2018

O perfume do pecado tornou-se gratidão de amor



Seu nome: Maria. Profissão: prostituta de leprosos. Num dos momentos em que Jesus estivera em sua casa, sentara aos seus pés para ouvi-Lo. Seus olhos brilhavam e o seu coração ardia de amor pelo acolhimento que Ele lhe dera, sem censurá-la nem repreendê-la em virtude dos seus pecados. Aos pés do Senhor sua vida fôra transformada, restaurada, transfigurada. De que maneira agradecê-Lo?

Na segunda-feira - seis dias antes da Páscoa - Jesus foi convidado para jantar na sua casa, pelo seu irmão e grande amigo de Jesus, Lázaro e sua irmã Marta. Maria tomou um vidro de nardo puro - o perfume mais caro da época, que utilizara para seduzir os seus fregueses - ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos. De mulher prostituída tornara-se reconstruída pelo amor de Jesus. Era uma mulher de Deus.

Quando os nossos pecados começarem a construir uma teia de sentimento, de culpa, lembremos que o Senhor não olha para os nossos pecados, mas para o nosso coração.

Paz e Luz
Antonio Luiz Macêdo

Leia as nossas obras:
Acesse também:

domingo, 25 de março de 2018

O jumentinho que levou Jesus até Jerusalém



Passa pela minha imaginação agora esta cena: Jesus entrando em Jerusalém montado num jumentinho. Ruas atapetadas; roupas espalhadas pelo chão; gritos; alegria; exultação, e um coro de vozes de todos os timbres cantando: "Bendito op que vem em nome do Senhor, hosana nas alturas". E o jumentinho seguia o seu caminho em meio a aplausos e vivas.

E eu aqui fico pensando: "Se um de nós fosse aquele jumentinho, estarísmod babando com tantas palmas, elogios, ramos agitados, pulos, danças..." E a nossa alma regozijaria.

O jumentinho - tenho certeza - não desejaria ser nenhum de nós, para não sofrer a tentação do orgulho e da vaidade.

Aprendamos com ele a HUMILDADE de nos reconhecermos apenas como quem leva Jesus; porém, toda a honra e toda a glória é Dele e para Ele.

Paz e Luz
Antonio Luiz Macêdo

Leia as nossas obras:

Acesse também: